Sobre Curitiba (julho/2008)

  Curitiba tem tubo de ônibus, paisagens bonitas, pontos turísticos, jardim Botânico, Santa Felicidade, parque Barigui, Ópera de arame, cinemateca, universaidade Federal do Paraná, Teatro Guaíra e Teatro Paiol, tem Museu oscar Niemayer, tem passeio público, tem gente culta e educada.

  Curitiba não tem lixo no chão, não tem pedintes, não tem pixação, nem papelzinho no chão.

  Curitiba tem muitos jsrdins, feirinha de artes no domingo, tem um milhão de habitantes, tem universidade do meio ambiente, tem o Memorial, tem um teatro a cada esquina, e exposições a cada rua, tem concertos, tem Banguá, tem Bosque do Alemão, tem Morretes e Antonina por perto. Tem lona de circo na praça, teatro de bonecos, festival de cinema francês, circo, teatro, música e poesia por todos os lados.

  Curitiba tem cultura. Curitiba não tem trânsito, não tem ladrão na rua, não tem poluição. Mas mar também não tem não.

  Curitiba tem Jack, dona Neide, Nataly e Marcão.

  Curitiba tem frio e tem calor. Tem Piroque, passeio de trem e barreado ao lado.

  Curitiba tem gente fria, fechada e antipática, mas sempre bem educada.

  Curitiba tem gente quente na noite, tem músicos e gente de todo lado. Todo mundo desesperado pra falar com a pessoa do lado.

  Curitiba tem qualidade de vida pra toda a família e devolve a esperança de que se é possível viver melhor.

 

Cotidiano

    Dia desses pós caso "Isabella" houve um fato que me chamou a atenção, estava eu no metrô, quando em plena estação Sé vejo uma garota desmaiada encostada numa pilastra , quando o vagão parou dois rapazes entraram carregando a garota pelos ombros e sentaram bem na minha frente. Várias coisas passaram pela minha cabeça, a princípio fiquei assustada, pensei que pudessem ser dois bandidos, apesar de jovens como ela, mais um desses casos de "boa noite cinderela" e por isso até agi com cautela. Então notei a presença de um policial dentro do vagão, pensei em chamá-lo, mas parecia implorar para que não fosse incomodado, até porque ele viu o que acontecia e nada fez, nem ao menos se aproximou. As pessoas ao redor, como eu a princípio, apenas se encolheram cada uma em seu canto fingindo não ver o que estava acontecendo. E a garota continuava ali, desmaiada sendo segurada sentada por um dos rapazes, enquanto o outro estava em pé bem na sua frentemeio que tentando esconder o fato. Já havia se passado mais uma estação e eu ainda nada havia feito, até que falei aos berros diante do som do metrô para um dos rapazes:

    - Ei! Vocês pediram ajuda para alguém do metrô? Olha, eles tem enfermeiros de plantão e costumam ter atendimento de primeiros socorros.

    O rapaz que a segurava muito nervoso respondeu:

    - Não obrigada, vamos parar na barra funda lá pedimos ajuda.

    Mas Meu Deus será que não passou pela cabeça deles que a vida dela poderia estar em risco por causa de uma negligência deles, imaginei que talvez a garota estivesse drogada por isso não quiseram ajuda, sei lá. Desci do trem e assim que encontrei um funcionário do metrô descrevi a situação e disse que seria importante se mandassem alguém no vagão para socorrê-la, pois não é que a funcionária simplesmente olhou pra mim e disse:

    - Iiii minha filha, não se preocupa com isso não, se ela está acompanhada não tem problema, eles resolvem.

    E eu segui o meu caminho.

 

  Acho que o caso Isabella modificou algo em mim de certa maneira e talvez nas pessoas em geral, apesar do bombardeio da mídia e do espetáculo que estão fazendo com o caso, reduzindo esse crime terrível a uma novela (diária) de suspense. Mas inconscientemente o que aconteceu me fez refletir sobre o como estamos, digo estamos porque me refiro a todos nós que estamos anestesiados em relação ao outro. Quem de nós pára ao ver um indigente caído no meio da rua em plena luz do dia? Já nos habituamos a isso, achamos normal, cotidiano e simplesmente seguimos as nossa rotinas sem sabermos se aquilo é apenas um descanso fora de hora, se é um desmaio ou se é de fato um caso de socorro. Estamos tão entretidos com nossos compromissos e nossos próprios umbigos que evitamos nos envolver com o que a princípio não nos "interessa".

  Era cedo, A Menina olhou através de um fresta diagonal em sua janela, pode ver o céu levemente nublado que revelava as vezes uma faixa de uma espécie de azul turquesa. Era seu aniversário de 12 anos, e ela acordara apreensiva com os preparativos de sua festinha, A Menina relutava todos os anos em comemorar seu aniversário, temia a ausência de seus amiguinhos, mas sempre se rendera a insistência de sua Mãe e lá estava ela mais uma vez tão aflita com as horas seguintes que mal conseguia desfrutar do brilho especial de seu dia. 

  Uma Menina mirradinha de poucos amigos, tímida, o que lhe dava um pouco de segurança eram os docinhos preparados por sua Mãe, a criançada adorava, havia até quem chegasse em anos anteriores atropelando a porta de entrada e perguntando gulosamente pelos deliciosos docinhos. Nem parabéns a gulosa criança se lembrara de dar à Menina. Os pais sem graça vinham atrás com o presente na mão. Mas já tinha doze anos, não haviam mais pais em suas festas, nem presentes e talvez os adolescentes não fossem tão facilmente seduzidos pelos docinhos de sua Mãe como as crianças dos anos anteriores. Bem provável que não apareça ninguém.

  A Menina olhava no relógio, cada tic tac soava como o som de uma bomba prestes a explodir, nada seria capaz de distraí-la, a não ser telefonemas de feliz aniversário, mas esses eram os mais temidos, receber um telefonema de alguém no dia de sua festinha era o mesmo que ouvir, sinto muito mas não poderei ir. Então se distraía apreensiva a cada toque de telefone e atenta as palavras de sua Mãe, para sua felicidade não houve nesse dia um único telefonema que fosse pra ela. Mas isso também a preocupava de certa maneira, teria se tornado tão indiferente aos coleguinhas que nem ao menos mereceria um telefonema de desculpas não poderei comparecer etc.

  O tempo passava e sua angústia aumentava, se pelo menos ninguém comparecesse, seria menos vergonhoso, pois ninguém além dela e sua Mãe presenciariam o fiasco que fora sua festinha. Mas se uma única pessoa comparecesse, A Menina não saberia onde enfiar a cara, já era grande o sufiente para afogar seu rosto de vergonha na barra da saia de sua Mãe. E as horas passavam numa lentidão nunca antes experimentada por ela.

  Tomou uma decisão, não ía mais permitir que sua Mãe a dominasse dessa maneira e prometera pra si mesma que essa seria sua última festinha de aniversário. Para ela não haveria forma melhor de comemorar seu aniversário que longe de todos, sozinha em seu quarto e apenas com o abraço sincero e carinhoso de sua Mãe. As festas eram para as meninas populares do colégio, lindas, desinibidas e encantadoras, elas sim haviam nascido para as festinhas de aniversário, pois tinham certeza que todos compareceriam.

  Nesse instante lembrara de algo que poderia lhe salvar o dia. Bianca, uma dessas meninas populares e encantadoras faria sua festinha naquele mesmo dia. Como não havia lembrado desse fato tão importante? A Menina até suspirou de alívio considerando sua alternativa de não aparecer ninguém, teria apenas que lidar com a frustração de sua Mãe, mas isso seria o de menos. Mas em seguida surge a notícia que acabaria definitivamente com o seua dia. Sua Mãe surgiu da rua, agitada com os preparativos e tão alegre que mais parecia ela a aniversariante, dizendo que encontrara com a filha da vizinha e essa garantiu sua presença.

  O mundo da Menina começou a desmoronar de vez, foi para o banheiro, em busca de um longo banho que a tirasse daquela realidade tão cruel, A Menina estava em prantos, tudo que queria era ter um dia normal, não queria festas, convidados, nem fazia questão dos presentes, se contentaria apenas com o delicioso bolo preparado por sua Mãe. De repente fora arrancada de seus pequenos momentos de tranquilidade um forte bater de porta. Era sua Mãe pedindo que se apressasse, pois os convidados estavam chegando.

  A Menina levantou num pulo só e se percebeu com o coração saltitante e um leve sorriso no rosto, sua mãe havia dito que os convidados estão chegando! A Menina se apressou esperançosa, com duas certezas: aproveitaria aquela festa ao máximo, pois seria sua última festinha de aniversário.

Só para reforçar com palavras sábias que a angústia faz parte do processo de criação.
"...Da onde nasce a arte? No nosso entender da imaginação, imagem em ação, alguma coisa que se projeta na frente, como antevisão. E a imaginação? De uma angústia, de uma necessidade. Um homem tem um problema, tem que solucioná-lo. Tem que lutar com o problema, tem que projetar uma solução. Você dorme na rua: o céu e as estrelas te protegem. Chove e você tem que inventar um telhado para se abrigar. Venta e você constrói paredes para se abrigar. Simples assim: a imaginação é condição da inteligência, também humana ou principalmente. Por isso a arte é a mais refinada das atividades humanas. Mas ela se apóia na angústia, numa carência e numa necessidade. Criamos a partir das nossas angústias, da tentativa da compreensão de uma questão que nos aflige. Procuramos entender alguma questão e então expor as questões, não as soluções, por que aí já não dizem respeito ao nosso ofício. Daí que também não acreditamos no teatro moralista e catequético que é a origem do nosso teatro latino. Em ditar ou propor regras e fórmulas, que é um problema para políticos profissionais, religiosos, economistas, movimentos... Nossa questão é socializar angústias nossas, problematizá-las: se forem legítimas e genuínas haverão de ecoar no mundo de onde nasceram e encontrarão parceiros para se multiplicarem. Se não, erramos e boa."  (Trecho da entrevista de Marco Antonio rodrigues, diretor teatral do Grupo Folias D'Arte)
Para Kafka sua aliança era com a arte, jamais poderia ser com o matrimônio.
            ...”Em 1912, conheceria Felice. Tem início então, uma nova fase em sua vida. Sente que ama e é correspondido. Poderia ser feliz com ela? Em todas as partes para onde viajou, acompanhou-o a sua melancolia, a sua insatifação das coisas do mundo e, sobretudo, o seu temor de estar definitivamente afastado dela. Felice, representaria, portanto, a sua fixação no mundo, a estabilidade, a realização de seus sonhos, a esperança de uma vida realizada plenamente. A sua inquietação aumenta à medida que se sente rendido a esse amor. Já amara outras vezes, amara sempre, porém a marca dessa paixão ficará indelével em sua alma. Contudo, a noção de seu amor por Felice evolui, como tudo em sua vida, em relação às suas íntimas frustrações. Descobre que é impossível viver com ela, porque certamente fracassaria como o pai tinha previsto; F. é aquela pela qual o seu destino se manifesta, mas ele não está formado psicologicamente para viver com ela. F. poderia catalisar todas as energias dispersas daquele ser fragmentário, e seu amor agiria como o elo indissolúvel que lhe propiciaria o equilíbrio necessário. Somente pelo prisma dessa paixão, Kafka poderia enxergar lucidamente o mundo à sua volta, adaptar-se talvez com o passar dos anos à rotina do homem comum. Ele compreendia assim e tornava-se ansioso por realizar o seu sonho; faz freqüentes referências em seus “Diários” à luta íntima que trava contra os preconceitos e a oposição paterna. Entretanto, Kafka não tinha em si mesmo o germe da felicidade, que pudesse desenvolver-se ao calor dos afetos mais puros. Essa tímida vergôntea fora sufocada desde a infância e ele não podia libertar-se da sensação de vazio e insegurança. Como resultado, foi necessário desfazer os esponsais, por duas vezes, a primeira por razões que somente o gênio de Kafka explicaria, a segunda porque ele descobriu que já se iniciara, dentro de si, o processo de dissolução orgânica por que ele tanto ansiara, como libertação total. (trecho extraído de "O Veredicto")
Por Rubem Alves
  "Formatura é: quando todos saem moldados na mesma forma."
Sobre "Os Produtores" com muita indignação!

 

  Confesso que sempre tive muita resistência aos musicais brasileiros importados da Brodway, direi até que pré-conceituosa (já que não conhecia e julgava), mas por um simples motivo, simplesmente porque já que é pra investir pesado, sou a favor de musicais que tenham a nossa cara, nossas músicas, nossas características culturais, senão é pra ter, então que fossem importados os musicais originais, na íntegra, para que pudéssemos pelo menos apreciar o "melhor" da cultura vizinha.

  Mas a suspeita se confirmou, o musical é um vexame, uma vergonha, o que nos chega é o resto do resto, e ainda temos a ilusão de estarmos diante de uma grande produção. Fiquei perplexa diante da platéia que se entrega ao riso fácil, sobretudo quando se trata de sexo, palavrões e piadas gays. Os atores parecem verdadeiros pastelões no palco. Alertei meu amigo Chico Ribas (com quem estreiarei um infantil em breve): É uma verdadeira escola de como se faz uma mau infantil! As piadas são tolas, os atores se entregam as gracinhas em cena, e o Falabela não desiste (claro que não, porque sempre funciona), de sua mania de fazer piadas com as classes C e D. E a platéia? Se entrega aos aplausos, como robôs hipnotizados a cada número.

Até os cenários que no início parecem extraordinários (comparado à outras produções), com o decorrer do espetáculo parecem capengas ao se repetirem incansavelmente. Fiquei com a sensação de "fazer a xepa" de uma feira que fora luxuosa.

Mas ei de confessar que a idéia de dançar, cantar e interpretar no palco continua sendo fascinante.

Fora aos musicais!!! Fico com os filmes com referências mais romanceadas do que é a Brodway. E quanto ao teatro brsileiro, aqui se materializa no emburrecimento da massa através da platéia.

E enquanto isso continua sendo difícil fazer teatro neste país.

Ps.: Sei que fui precipitada já que estou generalizando tomando por base apenas um, mas por enquanto é isso.

Foto suurrupiada!

Roberta Alonso e Carolina Angrisani em participação no episódio "A Noiva", texto Ivam Cabral, direção Rodolfo Garcia Vasquez, programa da série "Direções" a ser exibido em maio/2008 na Tv Cultura.

 

  Essa fotinho roubei do blog do Ivam Cabral (link ao lado), e aproveito para registrar a alegria de fazer parte desse projeto maravilhoso, que contou com um elenco de primeira, só tem fera: Ivam Cabral, Gero Camilo, Cléo De Paris, Nora toledo, Silvanah Santos, Norival Rizzo, Marta Baião, Barbara Bruno, Laerte Késsimos, Gabriela Rabelo, Silvio Pozzato e muuuuita gente boa. Foi mais um grande presente que o Satyros me deu, e eu só posso agradecer de coração aberto e muito sorriso na alma e no rosto. Beijo grande á todos, e um agradecimento especial ao nosso preparador de elenco Roberto Audio que fez um trabalho lindo. Sucesso pra todos e em maio a gente se vê na Tv Cultura, pra quem não sabe aos domingos à meia noite.

Ensaio sobre a ditadura atual - Ao som de Gil e Caetano
Como num insight, uma inesperada lucidez, e juro (talvez de dedos cruzados) que não havia nenhuma droga ilícita envolvida, apenas alguns encontros de idéias e de repente a frase: "A liberdade que nos dão é justamente o que nos faz calar!", continuei: " Ou melhor, a sensação dessa falsa liberdade nos satisfaz e ficamos calados, imóveis, cada um em seu falso adorável mundinho". E expliquei: Vivemos um quadro de ditadura, não dá pra dizer se melhor ou pior, mas a verdade é que a situação chegou a tal ponto e simplesmente continuamos sentados em frente a televisão diante do bombardeio de banalidades, violências, alienações e não fazemos absolutamente nada. Vivemos nas ruas uma ditadura sim, não imposta pelo governo militar, mas sim pela violência que nos oprime o tempo todo e pelo sistema (capitalista) que nos engole. E sem nos darmos conta, nós mesmos aos poucos, estamos nos censurando, à nós, ao povo. Há pouco tempo atrás criticamos os metroviários de São Paulo pela greve "Abusiva". Acontece que a greve é um direito do trabalhador, que lá trás foi conquistado. Mas o sistema chegou a tal ponto, que como nos sentimos prejudicados pela greve, ou seja ela nos incomoda, simplesmente a criticamos, nos tornando assim os próprios censuradores, sem nos darmos conta, que não precisará de muito tempo, e os trabalhadores perderão ao poucos e lentamente (esse é o segredo deles) o direito de fazer greve. Sou argumentada de que recebem bem. Quem recebe bem??? Os metroviários? Sim recebem bem diante do resto de toda uma classe de miseráveis, e é por isso que insisto que o sistema chegou a tal ponto que justificamos um erro com outro. Não é porque o metroviário ganha mais que o cobrador de ônibus, que ele ganha bem. Não. E está no seu direito de reclamar benefícios salariais sim. Mas não era dos metroviários que queria falar e sim do domínio, da manipulação, da maneira como somos controlados o tempo todo sem nos darmos conta. Perguntei ao meu argumentador o que o faria ir para as ruas hoje? Silêncio. Silêncio esse que fala o quanto esses atos parecem radicais demais e barulhentos, e sem fundamento. Então propus? E se por exemplo o prefeito da cidade de São Paulo decretasse que todas as salas de espetáculos teatrais deveriam fechar as portas a partir de amanhã? O que você faria? Ficaria recluso em seu canto e tentaria não se envolver? Ou compraria essa causa, nem que isso tivesse como causa envolvimentos com a polícia, com o governo e até necessidade de exílio? A resposta? Entraria de peito aberto nessa briga! E eu digo por que, porque é uma situação de opressão explícita e reagiríamos por sobrevivência, mas quando a opressão é implícita e lenta é ao mesmo tempo corrosiva e aos poucos, devagarzinho vai acabando com tudo que nos resta. Ou será que a realidade teatral em São Paulo está muito distante da hipotese aqui citada? Aparentemente sim né?. Mas a verdade é que se rala muito para sobreviver como artista em São Paulo, e colocar um espetáculo em cartaz então, nem se fale.
Chante rossignol, chante!

Chante rossignol, chante
Cante, rouxinol, cante

Na fonte límpida
M'en allant promener
Fui passear
J'ai trouvé l'eau si belle
A água era tão linda
Que je m'y suis baigné
Que resolvi me banhar

Il y a longtemps que je t'aime
Vou te amar eternamente
Jamais je ne t'oublierai

Jamais te esquecerei


Sous les feuilles d'un chêne,
Sob o carvalho
Je me suis fait sécher
Enquanto eu me secava
Sur la plus haute branche,
No galho mais alto A la claire fontaine,

Un rossignol chantait
Um rouxinol contava

Chante rossignol, chante,
Cante, rouxinol, cante
Toi qui as le cœur gai
Seu coração feliz está
Tu as le cœur à rire,
Seu coração quer sorrir
Moi je l'ai à pleurer
O meu quer chorar

J'ai perdu mon amie,
Perdi o meu amor
Sans l'avoir mérité
Sem merecer
Pour un bouquet de roses,
Por um buquê de rosas
Que je lui refusais
Que lhe neguei

Je voudrais que la rose,
Eu queria que a rosa
Fût encore au rosier
Ainda estivesse no galho
Et que ma douce amie
E que o meu amor
Fût encore à m'aimer
Ainda gotasse de mim

Para um novo ano
Um novo ano se inicia, uma nova etapa em nossas vidas, novas escolhas, novos caminhos, novos acertos, novos erros (tomara que os acertos sejam maiores!), novas conquistas e perdas também, novos amores, novas paixões, descobertas, reflexões, questionamentos, trabalhos, alegrias, amigos, pais do nosso lado (sempre!), viagens pelo mundo afora, e paz muita paz em nossos corações.
Despedida

   ... E antes dela partir, ele cantou:

 Foi bom eu ficar com você
O ano inteiro
Pode crer!
Foi legal te encontrar
Foi amor verdadeiro
É bom acordar com você
Quando amanhece o dia
Dá vontade de te agradar
Te trazer alegria...

Tão bom encontrar com você
Sem ter hora marcada
De falar de amor bem baixinho
Quando é madrugada...

Tão bom é poder despertar
Em você fantasias
Te envolver, te acender
Te ligar, te fazer companhia...

Leva!
O meu som contigo, leva
E me faz a tua festa
Quero ver você feliz
Uh! Uh!
Leva!
O meu som contigo, leva
E me faz a tua festa
Quero ver você feliz...

É bom quando estou com você
Numa turma de amigos
E depois da canção
Você fica escutando
O que eu digo...

No carro, na rua, no bar
Estou sempre contigo
Toda vez que você precisar
Você tem um amigo...

Estou pr'o que der e vier
Conte sempre comigo
Pela estrada buscando emoções
Despertando os sentidos...

Com você, primavera, verão
No outono ou no inverno
Nosso caso de amor tem sabor
De um sonho eterno...

Leva!
O meu som contigo, leva
E me faz a tua festa
Quero ver você feliz
Uh! Uh!
Leva!
O meu som contigo, leva
E me faz a tua festa
Quero ver você feliz...

Para quem quiser se deleitar com fotos dos 120 dias. Proibido para menores: http://www.pupophotography.com/PUPO%20GALLERIES%20TEATRO/Teatro%20Sade/SADE/photo2.html
Cannes por Jairo Goldflus

     Em Abril deste ano fui clicada pelo fotógrafo jairo Goldflus numa releitura da cena antológica do filme Beleza Americana, protagonizado por Mena Suvari para uma campanha publicitária concorrer em Cannes. Está aí o resultado da foto.

Explicando a ausência
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