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    Diálogo no camarim

    No Camarim. E o Poeta disse:

    - Carol, você é linda! Esperei três anos pra te dizer isso, e achei que esse foi o momento mais oportuno. É que você é sempre tão reservada. É a pessoa mais reservada aqui, então nunca falei antes.

    - Nem tanto. Mas muito obrigada. E olha que em três anos eu até fiquei mais velhinha, rsrsrs.

    - Seu jeito doce e a entrega acima de tudo. A entrega.

    - Obrigada!

    ...



    Escrito por Carolina Angrisani às 14:15
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    da vida de um artista

    Acho que estou passando por uma crise existencial de artista. Pode parecer meio pretencioso, mas não é, é mais simples. Tenho questionado sobre os pazeres e dificuldades de se levar uma vida como artista, digo artista marginal, aquele que pensa e age à margem da sociedade, muitas vezes na contramão, algumas vezes por ideologia, mas muitas vezes por não ter outra saída. E isso vai desde as pequenas coisas. Por exemplo, ter horários invertidos, a maioria das pessoas normais, levantam cedo, trabalham o dia todo, e tem as noites e finais de semana (para os mais privilegiados) livres. Eu partuclarmente nunca gostei de acordar cedo, nem nos dias de sol na praia. Eu gosto da noite, funciono melhor a noite, me sinto mais disposta, criativa e animada. Tem também o lance da estabilidade financeira, que também tenho notado que é relativa, mas dificilmente um artista consegue se planejar a longo prazo, ele vai conquistando as coisas aos poucos e mesmo assim nunca sabe como será o amanhã. tem a questão dos relacionamentos , tendo em vista que é preciso estar com alguém que tenha a vida pelo menos um pouco parecida com a sua, no que diz respeito a questões que vão desde horários, à uma essência mais livre na maneira de pensar e agir. A impressão que tenho é que o artista é do mundo, ela vai em direção ao que lhe chama, e se permite ir, exatamente por ser um ser mais livre em sua essência. Bom, todas as outras questões são bem favoráveis, e como não é o caso de se perguntar: Ser ou não ser? Já que o artista é, e pronto. A pergunta é: o que fazer?



    Escrito por Carolina Angrisani às 01:32
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    Uma interrupção

    Essas duas últimas semanas foram atípicas, uma grande amiga de infância que mora nos Estados Unidos veio ao Brasil para resolver umas questões de visto, e sempre que ela vem reunimos o antigo Clube da Luluzinha, todas já casadas, exeto eu.

    Daí sempre rola uma cobrança, perguntas do tipo como é que estão as coisas, quando é que vai ser etc, perguntas que eu estaria livre se estivesse solteira, mas como namoro há dois anos e pouquinho (digamos que aos 30, isso é bastante), fica aquela expectativa no ar. Eu até acho engraçado! Porque relamente não está nos meus planos casar e nem ter filhos, pelo menos por enquanto.

    Mas falando em filhos, as conversas giraram em torno basicamente deles. Apenas uma das amigas já os tem, e são dois, e as outras estão em processo de encomenda. Então acabei dividindo as angustias delas, com um olhar mais distanciado, claro! Mas lá estava eu, ouvindo as dúvidas sobre tê-los ou não, ou será que é a hora, mas já estamos com 30 anos daqui a pouco ficaremos velhas, e os gastos que eles trazem, vou ter que abrir mão de parte do meu orçamento para tê-los, terei que parar de trabalhar, ou meu corpo está pedindo, preciso dar um neto para minha mãe, ter filho faz parte do pacote etc. Enfim um frase de luz... "Tem que relaxar e deixar rolar, quando tiver que acontecer, acontece", ou de trevas, rsrsrsrs.

     A verdade é que me senti um ET no que diz respeito a certas convenções sociais, ou as realizações pessoais desse tipo. Não sei se pelo fato de ser dois anos mais nova que elas (ou seja, por imaturidade), ou pelo simples fato de que as minhas escolhas até aqui foram outras. Prefiro a segunda opção, mas a verdade é que esse conflito faz parte de mim, de fato tive uma criação e educação muito próxima a delas, fomos criadas para sermos mulheres "independentes" (uma necessidade de quebra da geração anterior - nossas mães), casar e ter filhos. Mas acho que aindfa estou em busca da primeira lição, talvez elas já a tenham alcançado, por isso partiram para o passo dois e já estão a caminho do 3. Mas o que mais me assusta, é que me parece que chegar no três, significa abrir mão do primeiro passo e passar a viver em função dos filhos. É como se ter filho, significasse deixar de ser você para passar a ser a Mão ou o Pai de alguém, um papel social que você passa a cumprir e adeus seus sonhos, ideais, objetivos e desejos, a partir daí o principal é o filho.

    Uma das minhas amigas, que já está com dois filhos, chegou a dizer: "Na primeira licensa não via a hora de voltar a trabalhar, agora já é completamente diferente, adeus ideais e aquela vontade de mudar o mundo, agora eu quero mais é parar de trabalhar e acompanhar o crescimento do meus filhos, ser o mais presente que eu puder." . Foi assustador ouvir isso, mas entendo o caminho que se traça para chegar até aí. Sem contar da dificuldade de trabalhar, passar o dia inteiro fora, deixar os filhos em educação integral, e só ter as noites( em que chega cansada do trabalho) e finais de semana para cuidar de si, curtir seu marido, aproveitar a infância dos filhos, ter uma vida social e ainda administrar duas ferinhas. Enfim, ainda estou um pouco confusa com toda essas conversas e me pergunto será que sou assim tão diferente?



    Escrito por Carolina Angrisani às 20:18
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